Uma jovem de 18 anos precisou ser levada ao hospital após ser supostamente picada por uma cobra supervenenosa. O acidente ocorreu durante a madrugada de sábado (29), enquanto ela caminhava em São Bento do Sul.
Os bombeiros foram acionados para socorrer a vítima às 0h15min. A jovem informou aos socorristas que caminhava pela Rua Regina Schroeder, no bairro Colonial, quando foi picada. A vítima foi encontrada consciente, mas com sinais de hipertensão e bastante nervosa.
A vítima não conseguia indicar o local da picada e, conforme os bombeiros, não foi encontrado nenhum indicativo de que ela teria sido mordida durante a avaliação. Ainda assim, ela recebeu o atendimento pré-hospitalar no local e foi encaminhada ao Hospital e Maternidade Sagrada Família para atendimento médico especializado.
Ainda durante o atendimento, os bombeiros encontraram a cobra, que estava no meio da rua. O animal foi identificado pelos bombeiros como sendo uma jararaca, uma das cobras mais venenosas e que mais provoca acidentes no país. Neste momento, os socorristas pediram um balde para os moradores da região e colocaram sobre a serpente, que foi resgatada e solta por uma equipe especializada.
Características da jararaca, que é uma cobra venenosa
Conforme o Butantan, esta é uma das serpentes mais comuns do sudeste do Brasil, tendo várias espécies de jararacas (gênero Bothrops) espalhadas por todo o país. Elas são encontradas da Bahia até o Rio Grande do Sul, por conta da Mata Atlântica. Eventualmente, podem aparecer em algumas regiões do Paraguai e da Argentina, países que fazem fronteira com o Brasil.
As jararacas podem se alimentar de ratos, pequenos roedores, rãs, sapos e lagartos. No que diz respeito ao comprimento, as fêmeas são maiores, podendo alcançar cerca de 1,5 metro de comprimento, ao passo que eles podem chegar a até 1 metro em média, segundo o Butantan.
Maioria dos acidentes com cobras
Conforme o Ministério da Saúde, o grupo que compõe a espécie das jararacas é o maior responsável por causar acidentes com serpentes no Brasil. Das picadas registradas no país em 2022, 69,3% eram da espécie.
Entretanto, a jararaca é muito importante para o ecossistema e até mesmo para a medicina. Além de fazer o controle de pragas, se alimentando de outros animais, a partir da peçonha da jararaca é possível extrair compostos utilizados na fabricação de medicamentos que tratam doenças cardíacas e circulatórias, aponta publicação do Governo Federal.
Por/NSC