04/03/2016 às 09h46min - Atualizada em 04/03/2016 às 09h46min

Pesquisa da Fiocruz mostra vírus da zika em glândula salivar do pernilongo

A facilidade de disseminação do vírus da zika em mosquitos culex contaminados em laboratório foi confirmada nesta quarta-feira, 2, pela pesquisadora Constância Ayres, do projeto de vetores da instituição Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. “Isso significa que, em laboratório, o vírus conseguiu escapar de algumas barreiras no mosquito e chegou à glândula salivar”, explica a pesquisadora ao site G1. O culex é o mosquito comum, popularmente conhecido como muriçoca ou pernilongo.

Durante o segundo dia do workshop A, B, C, D, E do vírus Zika, realizado no Recife, a bióloga apresentou os resultados preliminares da investigação que mostram a disseminação do vírus para a glândula salivar do mosquito, por onde aconteceria a transmissão da doença para humanos.

Após realizar três infecções em cerca de 200 mosquitos culex (as duas primeiras em dezembro do ano passado e a terceira em fevereiro), a pesquisa mostra a competência vetorial do pernilongo em laboratório.

Os resultados da pesquisa ainda são parciais, pois ainda não é possível afirmar se o pernilongo é capaz de transmitir o vírus da zika para as pessoas. “Para concluir isso, falta identificar em campo a espécie de mosquito infectada com o vírus da zika”, ressalta a bióloga.

O que os pesquisadores sabem é que é preciso avançar nos estudos e checar se os mosquitos comuns, encontrados nas áreas onde o vírus circula, estão contaminados. De acordo com Constância Ayres, a próxima etapa da investigação consiste em analisar o material de campo que está sendo coletado.

Serão necessários de 6 a 8 meses para a pesquisa chegar a uma conclusão.

Jmais


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