02/03/2016 às 08h16min - Atualizada em 02/03/2016 às 08h16min

Sobe para 764 o número de casos de dengue registrados em SC em 2016

Novo relatório divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) nesta terça-feira (1) aponta que subiu para 764 o número de casos de dengue confirmados entre 1º de janeiro e 27 de fevereiro em Santa Catarina. Desses, 626 (82%) são autóctones, com transmissão dentro do estado. O estado agora tem 9 casos confirmados de zika.

Somente em Pinhalzinho, no Oeste do estado, foram registrados 501 casos da doença, o que é considerado epidemia, conforme critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com base na população do município de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 16.332 habitantes, e considerando os casos de dengue contraídos no município, Pinhalzinho apresenta uma incidência de 2.764,6 casos por 100 mil habitantes.

A Dive afirmou que acompanha a situação de Pinhalzinho desde o final de 2015, quando foi detectado um aumento no número de notificações de casos suspeitos de dengue.

Outra cidade que preocupa é Chapecó, com 31 casos confirmados de dengue registrados deste o início do ano.

Zika vírus
Subiu para 9 o número de casos confirmados de febre do zika vírus. Todos os casos confirmados são importados. Esses casos foram identificados em Braço do Norte, no Sul do estado, Brusque e Camboriú, no Vale do Itajaí, Florianópolis e Videira, Ipuaçu e Xanxerê, no Oeste. Os prováveis locais de infecção foram os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Sergipe. Há outros 92 casos em investigação.

Febre de chikungunya
Nenhum caso da doença foi confirmado até o momento. Agora são 115 em investigação.

Mais cidades infestadas
Em relação aos municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti, entraram na lista as cidades de Quilombo e São José, que se juntam a outras 28: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel FreitasCoronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, GuaraciabaGuarujá do SulItajaíItapemaJoinvilleMaravilha, Nova Itaberaba,Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São BernardinoSão Lourenço do OesteSão Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.

 

Foram identificados 2.218 focos do mosquito em 102 municípios entre 1º de janeiro e 27 de fevereiro.

Salas de situação
Todos os 28 municípios até então considerados infestados pelo Aedes aegypti criaram uma sala de situação, informou o boletim, e informam as ações que são realizadas nas respectivas cidades. Quilombo e São José também foram orientados a fazer o mesmo.

O boletim informou que já foram realizadas visitas em foram realizadas visitas em 248.235 imóveis, representando 74,5% do total das a áreas infestadas. Há ainda 54.387 imóveis pendentes (16,3% do total de imóveis existentes).

Combate ao mosquito
Conforme a vigilância epidemiológica, a medida mais eficiente para combater o Aedes aegypti é a eliminação de todos os possíveis criadouros. O principal é evitar qualquer acúmulo de água parada. Quinze minutos de vistoria semanais são suficientes para manter o ambiente limpo, alerta a Dive.

Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem servir de criadouros para as larvas do mosquito. Outras iniciativas de proteção individual também podem complementar a prevenção das doenças, como o uso de repelentes e inseticidas para o ambiente.

Fonte: g1


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