16/02/2016 às 09h16min - Atualizada em 16/02/2016 às 09h16min

Faltam cinco tipos de vacinas para adultos, gestantes e crianças em SC

Cinco tipos de vacinas estão em falta em Santa Catarina, aplicadas em gestantes, adultos e crianças. Um dos casos mais preocupantes é o da vacina contra Hepatite B. Segundo o governo estadual, o governo federal deveria enviar 80 mil doses ao mês da imunização contra a doença, mas há 90 dias não são recebidas.

Estão em falta a vacina DTP, que protege as crianças contra difteria, tétano e a coqueluche; a vacina DTPA, que protege contra as mesmas doenças, mas é destinada a grávidas a partir das 27ª semana de gestação; a vacina DT adulto, contra a difteria e o tétano e  ainda a vacina Hepatite A e a Hepatite B, há três meses sem envio do Ministério da Saúde.

Além dessas, outras duas estão em situação crítica,  a vacina contra a raiva e a tetravalente, que imuniza crianças contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela.

Sem previsão para vacinas
A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), Vanessa da Silva, explicou ao Bom Dia Santa Catarina que a falta de vacinas se deve a várias questões, que envolvem desde o trâmite necessário para garantia de qualidade dos medicamentos, até a dificuldade do laboratório em suprir o mercado.

“As vacinas em falta, como a Duplo Adulto e a DTPA, para gestante e para criança, passou pelo crivo de um fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde  (Opas), em novembro de 2015. Quando uma vacina chega ao país, ela é submetida ao desembaraço alfandegário, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), que garante que essas vacinas são seguras”, explicou Vanessa. 

Segundo a gerente, a falta de vacinas em Santa Catarina também pode ser explicada por problemas de produção do laboratório responsável. “O laboratório não conseguiu cumprir o cronograma e, quando isso aconteceu, já se foi buscar uma alternativa, o problema é que também não há laboratório que consiga suprir a produção para o consumo nacional”, contextualizou.

O G1 tentou contato com o Ministério da Saúde para informações sobre a entrega de lotes de vacina, sem sucesso até a publicação desta matéria.

Vacinação agendada
Enquanto a questão não é resolvida, o estado tem feito o agendamento da vacinação dos pacientes que buscam pelo serviço nos pronto atendimentos. Segundo Vanessa da Silva, esses pacientes serão procurados assim que a situação esteja normalizada.

A especialista garante que algumas vacinas podem ser encontradas na rede particular, mas outras não, porque o problema de produção de laboratório também não consegue suprir a rede privada.

A falta mais grave é das vacinas relacionadas à difteria e tétano, DT e a hepatite B, mas existe uma probabilidade de ela ser dispensada para os estados, mas ainda não há uma data prevista.

No caso de uma pessoa que contrai o tétano em Santa Catarina, a vacina pode ser substituída. “Essa pessoa deve procurar um Centro de Saúde, o mais rápido possível, onde será feita a imunoglobulina ou o soro, para tentar reverter a situação”, explicou a gerente de imunização da Dive.

Fonte: G1


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