08/09/2021 às 13h10min - Atualizada em 08/09/2021 às 13h10min

Jovem papanduvense portadora de Fibrose Cística promove rifa para poder pagar aluguel de oxigênio

Bianca Melo – Redação E-Notícia
Foto/Cintia Mayara Semke/facebook
A jovem papanduvense Cintia Mayara Semke, luta há 24 anos contra a Fibrose Cística, uma doença genética crônica que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo.

A Fibrose Cística é uma doença que não tem cura, apenas tratamento. Cintia vinha evoluindo bem, mas teve uma piora no quadro clínico e precisou ficar vários dias internada em Florianópolis.

Com muita dificuldade para respirar e saturação baixa, a equipe médica concluiu que Cintia precisará usar oxigênio continuamente. Foi então que começou a luta da família em busca do equipamento. Ela entrou com pedido para ganhar o equipamento, mas como o processo é um pouco demorado, para poder vir para casa, foi preciso alugar um Concentrador, mas o custo é bastante elevado, de R$ 750,00 mensais.

Sem condições de arcar com os custos, a jovem iniciou uma campanha para arrecadar fundos para a manutenção do tratamento, através de uma rifa no valor de apenas R$ 5,00, onde serão sorteados três prêmios: Um alongamento de unhas em fibra de vidro, uma escova progressiva e uma caixa de som.

VAMOS AJUDAR A CINTIA? Quem quiser ajudar pode fazer o pagamento via PIX.

Chave Pix: 47991202173 (celular)

SAIBA MAIS
Fibrose Cística (FC), também conhecida como Doença do Beijo Salgado ou Mucoviscidose, é uma doença genética crônica que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. Atinge cerca de 70 mil pessoas em todo mundo, e é a doença genética grave mais comum da infância. Um gene defeituoso e a proteína produzida por ele fazem com que o corpo produza muco de 30 a 60 vezes mais espesso que o usual. O muco espesso leva ao acúmulo de bactéria e germes nas vias respiratórias, podendo causar inchaço, inflamações e infecções como pneumonia e bronquite, trazendo danos aos pulmões. Esse muco também pode bloquear o trato digestório e o pâncreas, o que impede que enzimas digestivas cheguem ao intestino. O corpo precisa dessas enzimas para digerir e aproveitar os nutrientes dos alimentos, essencial para o desenvolvimento e saúde do ser humano. Pessoas com fibrose cística frequentemente precisam repor essas enzimas através de medicamentos tomados junto às refeições, como forma de auxílio na digestão e nutrição apropriadas.

Sintomas:

Os sintomas da fibrose cística e sua gravidade são diferentes para cada pessoa. Pesquisas recentes mostram que parte dos sintomas está baseada no tipo de defeito genético ou mutação que o gene tem. Há mais de mil tipos diferentes de mutação para esse gene.

Via de regra, os sintomas estão ligados ao que a secreção mais espessa causa no organismo. Por exemplo, quando a secreção fica acumulada nos pulmões, pode gerar tosse crônica, pneumonias de repetição, infecções, inflamações e, quando expectorada, nota-se um aspecto de “chiclete”, muito mais espessa que o normal.

Quando a pessoa com FC também tem problemas pancreáticos, torna-se ainda mais difícil absorver as gorduras e nutrientes necessários para o crescimento, gerando sintomas como diarreia (geralmente volumosas, com odor fétido), e dificuldade para ganhar peso e estatura.

Sintomas mais comuns:

– pele/suor de sabor muito salgado;
– tosse persistente, muitas vezes com catarro;
– infecções pulmonares frequentes, como pneumonia e bronquite;
– chiados no peito ou falta de fôlego;
– baixo crescimento ou pouco ganho de peso, apesar de bom apetite;
– diarreia;
– surgimento de pólipos nasais;
– baquetamento digital (alongamento e arredondamento na ponta dos dedos).

Diagnóstico:

A FC pode ser identificada no Teste do Pezinho e diagnosticada através de exames genéticos ou do Teste do Suor.

Tratamento:

Todo o tratamento deverá ter acompanhamento médico e especializado e varia de acordo com a gravidade da doença e com a forma como ela se manifesta. Porém, a maioria dos tratamentos é projetada para tratar problemas digestivos e para limpeza dos pulmões. É composto por:

– ingestão de enzimas digestivas para a alimentação;
– suporte nutricional;
– medicamentos broncodilatadores, antibióticos, anti-inflamatórios;
– fisioterapia respiratória;
– atividade física;
– acompanhamento multidisciplinar frequente.
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