05/01/2016 às 09h21min - Atualizada em 05/01/2016 às 09h21min

Número de mortes por afogamento cai na comparação 2015 com 2014

Apesar de que oito mortes por afogamento foram registradas de outubro a dezembro de 2015 em Santa Catarina, o número diminuiu em relação ao mesmo período de 2014, que teve 28 óbitos, segundo o governo do estado. Os bombeiros aconselham observar bem crianças e adolescentes e seguir orientações dos guarda-vidas.

Nos três meses passados, foram sete mortes por afogamento em água salgada e um em água doce. Somente no período de festas, de 22 dezembro a 1º de janeiro deste ano, foram quatro casos, todos no litoral, em Florianópolis, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú.

Dos óbitos registrados desde outubro, quatro locais não contavam com guarda-vidas. Segundo o Corpo de Bombeiros, já foram efetuadas mais de 100 mil prevenções no estado, que é abordagem dos guarda-vidas, com orientações sobre o local ideal para banho e outros. Já afogamentos com recuperação, foram 26 no mar e cinco em água doce.

Na mesma época em 2014, de outubro a dezembro, foram registrados 14 óbitos por afogamentos em água salgada. Destes, 13 locais não contavam com guarda-vidas. Já em água doce, foram 14 mortes, todas em área não monitoradas.

Recomendações dos bombeiros
O coronel do Corpo de Bombeiros Onir Mocellin explicou que crianças e adolescentes, por exemplo, precisam ser observados de perto pelos pais ou responsáveis.

Os adultos também precisam ter cautela quando forem entrar em rios, lagoas e mar. Segundo Onir Mocellin, a ingestão de bebidas alcoólicas é o principal fator que contribui para o afogamento de adultos.

“A maior incidência de morte por afogamento é associada ao consumo de bebida alcoólica. Geralmente, após consumi-la, a pessoa entra na água perdendo a noção de risco e as habilidades de natação. Muitas vezes é quase impossível reanimar a vítima que está quase em coma alcoólico", salientou o coronel.

Prevenção
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o ideal é, em primeiro lugar, procurar um local conhecido e onde exista sempre a presença de guarda-vidas. Para evitar acidentes, é preciso respeitar as faixas e avisos, além de não entrar em locais onde há alertas de perigo de morte ou em águas poluídas.

Muito importante também é nunca deixar crianças sozinhas e, se for andar se for se transportar em uma embarcação, usar sempre coletes salva-vidas.

Além disso, os bombeiros também aconselham:
- Todo ambiente aquático requer cuidado. A principal recomendação para garantir segurança é ter noção dos riscos e assumir uma postura preventiva
- Seja prudente. Não superestime a própria capacidade de nadar. Avalie as consequências de um possível incidente
- Evite locais sem a presença de guarda-vidas
- Em água doce ou salgada, procure locais rasos e sem correnteza
- Crianças exigem cuidado redobrado. Não as perca de vista
- Sempre que possível, opte pelo uso do colete salva-vidas, especialmente em crianças
- Atente para a sinalização de praia. Observe a bandeira fixada no posto dos guarda-vidas:
• Vermelha: risco elevado de afogamentos
• Amarela: risco médio de afogamentos
• Verde: risco baixo de afogamentos
• Preta: posto desativado
- Não tente salvar vítimas de afogamento sem estar habilitado. Nesse caso, lance algum objeto que a ajude a flutuar e acione guarda-vidas ou a emergência pelo telefone 193
- Objetos flutuantes, como boias e pranchas, passam falsa impressão de segurança. O ideal é optar por um colete salva-vidas
- Evite se aproximar de costões. Ao caminhar sobre as pedras, observe antes se uma onda não poderá atingi-lo e jogá-lo no mar.
- Antes de mergulhar, certifique-se da profundidade
- Nunca nade após ingerir bebidas alcoólicas, alimentos ou se estiver passando mal ou com frio
- Evite, ainda, áreas de saída de barco ou prática de esportes aquáticos (kitesurfe, surfe, etc)
- Sempre acate as orientações dos guarda-vidas

Fonte: g1


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