27/10/2015 às 09h24min - Atualizada em 27/10/2015 às 09h24min

SC confirma 4ª morte por causa da chuva; mais de 50 mil foram atingidos

O governo de Santa Catarina confirmou na noite desta quarta-feira (26) a quarta morte em decorrência das chuvas que atingem o estado desde o início de outubro. Um jovem de 21 anos que estava  em uma canoa com dois amigos em Rio do Sul, no Vale, foi arrastado pela correnteza depois que a embarcação virou. Não havia informações sobre a localização do corpo a até a publicação desta notícia.

As outras mortes ocorreran em Lebon Régis, no Oeste (um homem foi atingido por um raio); Piçarras (onde um jovem morreu ao tocar em uma fiação energizada por um raio) e Três Barras (um homem morreu afogado em um rio), ambas no Norte.

De acordo com balanço divulgado na noite desta segunda (26) pela Defesa Civil estadual, o número de pessoas afetadas no estado chega a 51.155. A chuva deixou 1.873 desabrigados e outros 21.189 tiveram que ir para a casa de parentes ou amigos. Mais de 12 mil residências foram danificadas de alguma maneira.

Cem municípios registraram algum tipo de ocorrência, como alagamentos, queda de árvores e deslizamento de terra. No total, 25 municípios decretaram emergência. Por enquanto, a única cidade que teve a situação homologada pelo estado foi Lebon Régis.

Região segue alagada
Apesar da aparente melhora no tempo, Rio do Oeste e Rio do Sul são dois dos municípios mais prejudicados pelas chuvas de outubro. Ruas e casas continuam alagadas.

Em Rio do Oeste, a Rua Sete de Setembro, que atravessa a cidade, seguia tomada pela água nesta segunda (26), assim como as casas de mais de 800 pessoas, abrigadas em pavilhões da prefeitura e residências de parentes. Das 15 comunidades rurais, 13 estão ilhadas.

O Rio Itajaí do Oeste começa a baixar cerca de dois centímetros por hora, segundo a Defesa Civil. A medição das 7h de segunda-feira registrou 9,30m, uma melhoria na comparação com os 9,97 da manhã de domingo (25).

Abrigos com 900 pessoas
Na cidade de Rio do Sul, o Rio Itajaí-Açu também começa a baixar. Dos 10,71m registrados sexta-feira (23), passou para 8,61 na manhã desta segunda-feira. Ao todo, 20 mil moradores precisaram sair de casa, devido a alagamentos. Segundo a Defesa Civil, 900 pessoas estão alojadas nos 13 abrigos montados pela prefeitura.

As unidades básicas de saúde nos bairros precisaram ser fechadas, também foram tomadas pela água. No caso de uma emergência, o atendimento está sendo dado na Policlínica Regional ou no Hospital Regional do Alto Vale, localizados fora da área de inundação. A rede de ensino municipal e estadual está funcionando parcialmente.

Desde sábado, a prefeitura trabalha na limpeza e remoção de entulhos das ruas, praças e casas da cidade.

Prejuízos
Em Rio do Oeste, as aulas estão suspensas desde quinta-feira (22). Como as escolas estão alagadas, os professores dão ajuda nos abrigos, atendendo vítimas, auxiliando na cozinha e limpeza.

No principal abrigo da cidade, instalado na igreja católica, um ônibus com médicos e enfermeiros atende à população. O município não dispõe de hospital. No fim de semana, o único posto de saúde  da cidade atendeu em regime de plantão. Na tarde desta segunda-feira, uma creche voltará a funcionar.

Moradores perderam móveis, agricultores perderam plantações, o comércio e a indústria também tiveram prejuízos com a chuva na região. O levantamento dos gastos ainda está sendo elaborado pela Defesa Civil e a prefeitura.


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