26/10/2015 às 09h22min - Atualizada em 26/10/2015 às 09h22min

Presidente Dilma cancela visita a Rio do Sul por questões climáticas

G1

A presidente Dilma Rousseff (PT) chegou em Santa Catarina às 16h30 deste sábado (24) para visitar áreas afetadas pela chuva. Do aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, a presidente seguiria de helicóptero para Rio do Sul, no Vale do Itajaí, para reunião com autoridades. Mas a viagem foi cancelada por não ter condições climáticas para sobrevoar a região.

Na Base Aérea da Capital, Dilma conversava às 17h, com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e com o secretário estadual de Defesa Civil, Milton Hobus. Da capital catarinense, a presidente, que visitou o Rio Grande do Sul pela manhã, retorna a Brasília.

Segundo a assessoria de imprensa do governo de Santa Catarina, a reunião com o governador Colombo durou menos de 30 minutos. Da Base Aérea de Florianópolis, o avião da presidente decolou às 17h15 para Brasília.

Em Santa Catarina, a presidente Dilma iria sobrevoar as áreas afetadas pelas chuvas das últimas semanas e se reuniria com autoridades em Rio do Sul. A cidade decretou situação de emergência na sexta-feira (23).

Reunião
O governador Raimundo Colombo concedeu uma entrevista coletiva no fim da tarde deste sábado na Secretaria Estadual de Defesa Civil, quando comentou sobre o encontro com Dilma na Base Aérea de Florianópolis.
 

Segundo Colombo, ainda não há um levantamento do tamanho do prejuízo causado pela chuva em Santa Catariana. “Perdas de pontes, deslizamentos, recuperação de estradas isso vai constar no relatório das prefeituras para os quais o governo federal vai liberar recursos e o estado também vai ajudar. Estamos esperando a água baixar para concluir o relatório”, afirmou o governador. 

Conforme o governador, Dilma deve voltar a Santa Catarina dentro de dois meses. “A presidente se colocou a disposição do estado e prometeu voltar quando estiverem concluídas as barragens de Ituporanga e Taió, em 60 dias”, afirmou.

Manifestação
Na tarde deste sábado (24) cerca de 500 pessoas, segundo a Polícia Militar, aguardavam a chegada da presidente Dilma no centro de Rio do Sul. A concentração foi ao lado da Igreja, próximo onde o helicóptero com a presidente pousaria.

Com faixas e cartazes, um grupo fez protesto no fim da tarde.  Manifestantes seguravam cartazes que comparavam os prejuízos com a enchente e o escândalo da Petrobrás.

Rio do Sul
O município decretou na sexta-feira (23) situação de emergência, pelas fortes chuvas que afetaram a região. Ao todo, 18 municípios catarinenses tiveram o decreto de situação de emergência homologado, informou a Defesa Civil nesta manhã.

Segundo a prefeitura da cidade, 20 mil pessoas estão desalojadas, com 4,6 mil imóveis atingidos pelas águas do rio Itajaí-Açu. O rio alcançou o nível máximo na madrugada de sexta, de 10,71 m, alagando diversos bairros do município. Neste sábado, o rio está em 9,92 m, mas moradores seguem em abrigos. 

Pelos estragos, a cidade teve o Enem adiado para pelo Ministério da Educação. No resto do país, as provas ocorrem neste sábado e domingo. 

Conforme a agenda da presidência da república, antes de chegar a cidade, Dilma faria um sobrevoo pelas áreas afetadas pelas chuvas, entre Florianópolis e Rio do Sul. 

De acordo com a prefeitura do município, a presidente desembarcaria nesta tarde no campo do Colégio Dom Bosco, no centro, e faria a reunião em uma sala da escola.

Pelo último boletim da Defesa Civil, emitido na manhã deste sábado, 30.291 pessoas foram afetadas pelas chuvas que atingem o estado desde 8 de outubro. Foram registradas ocorrrências em 98 municípios. O número de desalojados chegou a 2.959 pessoas, e o de desabrigados, a 1.790. A chuva deixou até agora treze feridos e três mortos. 


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