02/03/2018 às 09h19min - Atualizada em 02/03/2018 às 09h19min

Criança de 1 ano morta após agressão com taco de madeira é enterrada em Navegantes

G1

A menina Laura Cecília Bittencourt , de 1 ano e 7 meses, que morreu na quarta (28) após ser agredida com um taco de madeira, foi enterrada na tarde desta quinta-feira (1º) em Navegantes, no Litoral Norte. O homem suspeito de ter golpeado a criança é o tio-avô dela de 43 anos. Ele está preso.
A agressão ocorreu na segunda (26) em uma casa no Centro de Navegantes. Conforme a PM, a avó da criança, que é irmã do suspeito, informou que o homem estava na residência com o taco de madeira. Ele teria começado as agressões que atingiram a menina, que estava no carrinho de bebê. A suspeita é que os dois começaram a discutir e brigar por causa de uma herança.
Laura foi levada ao Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, onde morreu na quarta. Ela teve uma parada cardíaca. Nesta quinta, o enterro ocorreu às 14h, segundo o cemitério Parque Jardim dos Florais. O corpo dela foi velado desde quarta.
O tio-avô da criança, Fernando Cristiano Grapp, está preso preventivamente em Itajaí. Ele é cego de um olho e disse à polícia que não viu quem foi atingido durante a briga. O advogado dele, Gaspar Souza, disse que ele tem diabetes tipo 1, toma insulina diariamente, e que o cliente é aposentado, dependente químico e tem histórico de conflito com a irmã.
Agressão
A avó da menina tinha a guarda da criança. O crime ocorreu no quintal, onde Laura estava no carrinho de bebê. "Ele foi direto na menina, deu com o pau na cabeça dela, no carrinho. Uma agressão muito séria, muito fatal. Daí depois, com a menina caída no chão, eu peguei ela no colo e ele queria me agredir", contou a avó à NSC TV.
Uma testemunha, que é amigo da avó, informou que teve que retirar o taco das mãos do tio-avô para impedir mais agressões.
No dia do conflito, segundo o advogado, a irmã teria chegado com um outro homem para tentar tirar o suspeito da casa onde estava, que era de propriedade da mãe deles, que morreu.
A avó disse ainda que em dezembro passado, o irmão jogou uma garrafa de cerveja contra ela, que estava com a criança no colo. Na época, foi registrado um boletim de ocorrência, mas ele não foi detido.
Com a morte de Laura, o agressor passa a responder por homicídio qualificado por motivo fútil. O delegado Gustavo Henrique Reis comentou o depoimento do suspeito: “Ele disse que deu o golpe na direção das duas. Ele não se preocupou, na verdade. Ele previu o resultado e assumiu o risco desse resultado ser produzido".
O delegado também disse que não há indícios de responsabilização da avó no caso.

 


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