18/08/2017 às 08h30min - Atualizada em 18/08/2017 às 08h30min

Papanduvense de origem humilde é empresário de uma das maiores empresas de alimentos em Rondônia. Eliseu Kieski é proprietário da Campilar. Ele vive em Rondônia há 19 anos.

Com informações da News Rondônia/Correio do Contestado

O personagem desta reportagem que você confere agora já foi faxineiro, garçom, vendedor de picolé, mas hoje a profissão dele é temperar a comida de milhares de pessoas em Rondônia e em mais seis estados. Mas, não se engane! Não estamos falando em cozinheiro ou chefe de cozinha e sim de um grande empresário da indústria de alimentos.

Natural de Papanduva, Eliseu Kieski mudou-se para Cuiabá,/ no Mato Grosso, ainda na adolescência. E lá procurou sobreviver de várias maneiras. Trabalhou como faxineiro e picolezeiro, foi também vendedor de seguro de vida e caixa. Mas a melhor lembrança que guarda é da época em que foi garçom em um restaurante.

“Após cinco anos em Cuiabá surgiu à oportunidade de me mudar para Rondônia para vender macarrão, o macarrão ‘San Gennaro’. Lembra do comercial do Padre que falava: “olha a gula!”? Então, eu vim para cá em 1998 vender esse macarrão”, recorda.

Quando surgiu o convite para representar a marca San Genaro em Rondônia, o papanduvense não pensou duas vezes: arrumou às malas e se mudou para lá. O sucesso de Eliseu foi tão grande que anos depois, ele comprou a Campilar Alimentos, uma indústria especializada em temperos. Com sede em Ji-Paraná, hoje a companhia também marca território em mais seis estados brasileiros.

 “Estamos hoje com ‘operolojistica’ em Cuiabá que faz nossas entregas no Estado do Mato Grosso. Nós transferimos nosso estoque daqui de Rondônia para o nosso distribuidor em Cuiabá.  A Campilar tem também um distribuidor em Rio Branco (AC) e Manaus (AM). Estamos em seis Estados”, declara Eliseu.

São 14 linhas em operação na indústria de alimentos, que não param. A corrida é para atender o leque de 420 itens que hoje são produzidos por ela. No estoque, o giro também segue um ritmo crescente. Assim que a matéria prima é trazida para dentro da fábrica, rapidamente começa a etapa do processamento que vai do envasamento à embalagem. Terminada esta etapa, a carga é liberada para os caminhões e logo após é feito o transporte até os clientes. Mas a pretensão é chegar ainda mais longe.

Com os investimentos os resultados apareceram. Os clientes, acreditando na qualidade dos produtos, exigiram pressa para terem as mercadorias nos seus comércios. Da venda até a entrega, a companhia estabeleceu uma meta: chegar até eles no menor tempo possível.

Hoje com o mercado alimentício em ascensão, a preocupação da empresa é oferecer produtos, alinhados cada vez mais com a qualidade focada na saúde. Outro pilar é o respeito com o meio ambiente. E tem sido baseado nestes pilares que a Campilar tem seguido o mercado.

Em uma estrutura física de sete mil metros quadrados, a indústria de alimentos Campilar, no distrito industrial de Ji-Paraná, emprega de forma direta cerca de 180 funcionários. E um dos diferenciais da empresa é justamente a proximidade com todos eles.

“É um conjunto de coisas. Hoje você não consegue dar um passo sozinho. O futuro é gente. Pessoas boas com você, a tendência é crescer. Não tem outro caminho. Hoje você precisa ter pessoas boas ao seu lado.”, finaliza o empresário Eliseu Kieski.


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