05/06/2017 às 08h46min - Atualizada em 05/06/2017 às 08h46min

Em poucas horas, chove mais do que o esperado para junho em cidades de SC

Em poucas horas já choveu mais que o esperado para todo mês de junho em alguns municípios de Santa Catarina, principalmente em cidades entre o Oeste, Serra e Grande Florianópolis, conforme a Secretaria de Estado da Defesa Civil. A média mensal de precipitação fica entre entre 80 a 130 mm na maior parte da cidades. No Oeste, os valores são maiores e podem chegar a 180 mm.
Uma frente fria chegou domingo (4) ao estado e provocou chuva em todas as regiões. Houve registro de temporais com raios e trovoadas em muitas cidades.
Volumes mais altos:
•    194 mm Campo Belo do Sul
•    192 mm Bocaina do Sul
•    173 mm Lages
•    168 mm Alfredo Wagner
•    139 mm Abdon Batista
•    133 mm Otacílio Costa
•    127 mm Bom Retiro
•    114 mm Chapadão do Lageado
•    114 mm Urupema
•    107 mm Leoberto Leal
•    103 mm Zortéa
•    100 mm Rancho Queimado
Pessoas afetadas
Segundo a Defesa Civil, 1030 pessoas estavam em abrigos públicos nesta segunda-feira (5). Conforme o último boletim, 685 foram para casa de parentes e amigos e mais de 8 mil foram afetadas de alguma maneira pelas chuvas da última semana. A cidade com mais pessoas em abrigos é Rio do Sul, no Vale do Itajaí, com 564 pessoas em 12 desses locais.
Pelo menos 80 municípios registraram ocorrências com chuva intensa, inundação, alagamento, enxurrada e vendaval nos últimos dias.
Cinco cidades registraram enxurradas na noite de domingo: Agrolândia, Petrolândia, Imbuia, São José do Cerrito e Bom Retiro. Em São José do Cerrito foram 40 casas atingidas e 24 em Bom Retiro. A Defesa civil não informou os prejuízos nos outros municípios.
A orientação da Defesa Civil é evitar contato com a água de áreas alagadas e que qualquer indicativo de movimentação de terra em áreas de encostas sejam informada à Defesa Civil, pelo telefone 199.
A Serra, parte do Oeste e Grande Florianópolis registraram os maiores volumes. Conforme a Defesa Civil de Lages, às 4h, o rio estava com 5,84 metros acima do nível normal.
Em Lages, foram registrados alagamentos, deslizamentos e famílias ilhadas que precisaram ser resgatadas com barcos. As aulas na rede pública estão suspensas nesta segunda-feira. São mais de 100 pessoas em abrigos da cidade.
De acordo com a Secretaria da Defesa Civil, uma geóloga da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) deve vistoriar os locais considerados de risco nesta segunda-feira para saber se as famílias que deixaram suas casas poderão retornar.
Outro município com alto volume de chuva, conforme a Epagri/Ciram, foi Campo Belo do Sul com 194 mm às 5h. Já em Concórdia, no Oeste, a Defesa Civil avalia a situação de uma área que teve deslizamento.
Em Florianópolis, segundo a Defesa Civil municipal, foram registrados alagamentos em Canasvieiras, Ingleses e Rio Vermelho no domingo. Na região do Norte da Ilha, a Defesa Civil acredita que sejam necessários de 15 a 20 dias para o solo voltar a normalidade, pois está muito encharcado e não consegue absolver todo o volume de chuva. Já no sul da Ilha, o rio Sangradouro, na Armação, saiu da calha e causou uma inundação em parte do bairro.
Interrupções em rodovias
Rodovias de Santa Catarina também registraram interrupções com as chuvas. Na BR-282 são dois pontos com bloqueios.
No km 231 a interrupção é total até o trevo com a BR-470. Já km 137 era registrado ponto de alagamento no início da manhã e apenas caminhões passavam pelo local, em Bom Retiro.
Na BR-470, em Rio do Sul, o trânsito estava em meia pista no início da manhã por causa de queda de barreira. A mesma situação ocorre na Serra na BR-116, que tem trânsito em meia pista por causa de queda de barreira no km 253.
Na SC-108, em Major Gercino, na Grande Florianópolis, uma queda de barreira chegou a bloquear o trânsito no km 174 ,4. No início da madrugada desta segunda as pistas haviam sido liberadas.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »