12/12/2016 às 10h01min - Atualizada em 12/12/2016 às 10h01min

Mafra é a vice-campeã em desmatamento no estado, segundo ONG

Região é a que mais desmata no estado. A vizinha Santa Terezinha é a campeã e Itaiópolis é quarta colocada no estado; Mafra continua na triste segunda colocação desde 2015. 12 dos 100 municípios que mais desmataram são de SC, diz fundação. Estudo levou em conta área de mata atlântica nos últimos 30 anos. Entretanto, Bom Jardim da Serra é uma das mais conservadas do país. 

Nos últimos 30 anos, 12 municípios de Santa Catarina estão entre os 100 que mais desmataram no país, informou a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta sexta-feira (2). A ONG avaliou 3.429 cidades brasileiras que aplicam a lei da mata atlântica.

Conforme o balanço do Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, entre 1985 e 2015, estas cidades catarinenses perderam uma área de 79.586 mil hectares de vegetação de Mata Atlântica.

Entre 2014 e 2015, o vizinho município de Santa Terezinha, foi a cidade que mais desmatou no estado, eliminando 75 hectares de mata nativa. Na sequência, estão Mafra, com 59 hectares, Água Doce, no oeste, com 38 hectares e a outra cidade vizinha da nossa região é Itaiópolis, aparecendo em 4º lugar no ranking com 34 hectares devastados.

O jornal Gazeta de Riomafra fez matéria semelhante no mesmo período do ano passado e segundo dados atualizados deste ano, o desmatamento aumentou, segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica.

Bom Jardim é a 3ª mais preservada do país

Entretanto, em comparação com demais municípios do país, o estado também tem a 3ª cidade mais preservada proporcionalmente. Bom Jardim da Serra, na serra catarinense, manteve 92,7% do bioma natural desta vegetação preservado, que equivale a 86.749 hectares.

Outras duas cidades da Serra catarinense também estão entre as mais preservadas. Urupema manteve 86,6% da sua mata preservada, um total de 30.328 e São Joaquim, com 86% preservado, 162.71 hectares naturais.

ATLAS DOS 30 ANOS

O balanço de 30 anos do Atlas da Mata Atlântica, mostra que as regiões sul e sudeste têm a maior quantidade de municípios entre os 100 que mais desmataram o bioma. Juntos, os estados do Paraná (40), Rio de Janeiro (13) e Santa Catarina (11) responderam por 64% desse ranking.

A Bahia tem 10 cidades no levantamento dos 100 municípios que mais desmataram a mata atlântica em 30 anos, seguida por Minas Gerais (9), São Paulo (6), Mato Grosso (4), Espírito Santo (3), Piauí (2) e Rio Grande do Sul (2).

O ranking dos 10 maiores desmatamentos entre1985 e 2015 é liderado pelo Paraná, com cinco cidades, seguido pelo Rio de Janeiro (2), Bahia (2) e Santa Catarina (1). Juntas, as 10 cidades desse ranking desmataram 169.858 hectares (1.698,58 quilômetros quadrados), área um pouco maior do que a da capital de São Paulo (1.522,9 km²).

Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 30 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). “Foram anos de trabalho para que pudéssemos consolidar uma base temática (mapa) que permite atualizações anuais consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a dinâmica da cobertura florestal do município onde reside é, sem dúvida, a materialização de uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.

AQUI TEM MATA

É possível acompanhar a situação dos remanescentes florestais em 3.429 municípios abrangidos pela lei da Mata Atlântica no ‘Aqui tem Mata?’, hotsite que disponibiliza, por meio de mapas interativos e gráficos, informações sobre o estado de conservação de florestas, mangues, restingas e outros ambientes do bioma. Basta inserir o nome de um município para descobrir o que resta de vegetação, as bacias hidrográficas presentes na cidade, o ranking municipal de desmatamento e se existe alguma área preservada de Mata Atlântica no bairro ou em regiões próximas, como parques, reservas federais, estaduais e municipais, entre outras informações.


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